Na década de 40 Osvaldo Cruz integrava a Comarca de Lucélia, uma das maiores comarcas do Estado de São Paulo. Seus domínios iam de Tupã até as barrancas do Rio Paraná.

Em 1951, o Dr. Romeu Coltro, ainda muito jovem, foi designado Juiz de Direito desta Comarca, com jurisdição sobre oito municípios, e, por um fato ocorrido em 1953 seu nome ficou ligado à história de Osvaldo Cruz.

Um dia ele manifestou ao advogado e presidente do Rotary Club de Osvaldo Cruz, Dr. Arthur  Verri, o desejo de participar de uma reunião do clube. Numa destas reuniões ele esteve presente e lançou a ideia de que nossa comunidade deveria construir uma casa destinada às crianças abandonadas, colocando-se à disposição onde sua presença fosse necessária.

Sensibilizados, o Rotary e Prefeitura programaram colocar a ideia em prática, através de subscrição pública, quando receberam a noticia por intermédio do advogado João Guerra, de que a família Wirth se prontificava a custear a construção da obra, inclusive doando a área de terreno necessária.

A área e o local foram definidos, a planta foi elaborada pelo engenheiro e prefeito Orlando Bergamaschi e a construção iniciada e concluída no mandato de seu sucessor Breno Ribeiro do Val.

Em assembleia realizada com representantes das lideranças da comunidade, foram aprovados os estatutos da entidade com a denominação de “CASA DA CRIANÇA DE OSVALDO CRUZ” e eleita à diretora provisória.

A princípio, as autoridades designaram um casal para cuidar do local sob a supervisão do Meritíssimo Juiz de Direito. Passando algum tempo, o então Juiz de Direito da Comarca, Dr. Jairo Orlandi, decidiu pela eleição de uma diretora para assumir a reponsabilidade de dirigir todos os trabalhos inerentes àquela entidade. Sendo assim, foi eleita a primeira diretoria em 15/10/1957, tendo como a primeira Presidente: Sra. Ruth de Carvalho Baggio.

Equipou-se as dependências com móveis, geladeira, fogão maior e louças em geral, graças a campanhas realizadas e Livro de Ouro. Criou-se também nesta época uma Biblioteca infantil, a qual foi inaugurada com o nome de Ruth Wirth, membro da família Wirth falecida àquela época aos 6 anos de idade. Posteriormente, sob a orientação do Meritíssimo Juiz, a Casa foi reconhecida como pessoa jurídica, quando então passou a receber algumas verbas oficiais, para sua manutenção. Seus balancetes sempre publicados nos jornais locais.

Vinte anos depois o edifício anexo destinado à Creche, foi inteiramente construído a expensas da Prefeitura Municipal, no mandato do Prefeito Manoel Farias de Novaes (1969 a 1973).

A Casa da Criança e Creche receberam o nome de “Casa da Criança e Creche Rodolfo Zaros”.

A entidade passou por várias diretorias, tendo sido as crianças sempre muito bem cuidadas.

 

O INCÊNDIO

 

Na madrugada do dia 06 de Setembro de 2001, quando a cidade ainda dormia o fogo começou a queimar a Casa da Criança. Uma língua de fogo, talvez oriunda de um curto circuito na rede elétrica, se propagou e rapidamente destruiu tudo. O telhado veio abaixo e tudo virou cinzas. Felizmente todas as vidas foram poupadas.

Havia, na época, 17 crianças/adolescentes abrigados. O prédio anexo, onde funcionava a Creche que atendia 58 crianças, na faixa etária de 6 meses a 6 anos, também foi totalmente destruído pelo fogo, ficando seu atendimento prejudicado, sendo necessário remanejar as crianças ali atendidas para outras creches do município. Os bombeiros levaram os desabrigados para a Corporação até que o dia acabasse de chegar e outras providências fossem tomadas. Os pequenos foram com a caseira para as instalações do Projeto sócio-educativo Criança Feliz, e os maiores para as casas de parentes, quando os tinham. Logo em seguida, foram acolhidos na Casa do Noviciado das Irmãs que estava temporariamente fechada e onde deveriam permanecer por um período de mais ou menos 6 meses, até a liberação da moradia junto à antiga CODESP.